A dor lombar é uma das queixas que mais recebo no consultório. E é também uma das que mais voltam quando tratamos apenas o local que dói. Em todos esses anos, aprendi que a lombar costuma ser a parte do corpo que paga a conta de desequilíbrios que vêm de outros lugares.
A lombar como ponto de encontro
A região lombar fica no meio do caminho entre a parte de cima e a parte de baixo do corpo. Tudo passa por ali: o peso do tronco, os movimentos da bacia, o apoio das pernas. Quando a bacia está rodada, quando um músculo da coxa vive encurtado, quando a respiração é curta e tensa, a lombar absorve essas compensações. Com o tempo, ela reclama. Por isso, olhar só para a lombar costuma ser insuficiente.
O que eu avalio
Antes de tratar, eu observo o corpo inteiro: como você se apoia nos pés, como a bacia se posiciona, como as cadeias musculares estão organizadas, como você senta e se levanta no dia a dia. Muitas vezes a dor lombar diminui quando soltamos uma tensão lá longe do lugar dolorido. É a lógica de tratar a causa, não o sintoma.
Como costumo conduzir o tratamento
Dependendo do caso, combino recursos diferentes: Reeducação Postural Global para reorganizar as cadeias musculares, terapia manual e osteopatia para devolver mobilidade às articulações, liberação miofascial e técnicas de reequilíbrio para aliviar a tensão e a inflamação. E, sempre, oriento movimentos simples para o seu cotidiano — porque grande parte da recuperação acontece fora do consultório, nos seus gestos de todo dia.
Quadros como hérnia de disco, dor ciática e afecções da coluna pedem esse olhar amplo e paciente. Cada corpo responde no seu tempo, e meu compromisso é buscar a harmonia da estrutura como um todo.
Se a sua lombar tem incomodado, podemos conversar numa avaliação, presencial aqui em Pinheiros ou online. Me chame no WhatsApp quando se sentir à vontade.