Em mais de 30 anos atendendo aqui em Pinheiros, ouço quase todos os dias a mesma frase: "Doutora, eu já fiz de tudo, mas a dor sempre volta." Entendo bem essa frustração. E quase sempre a explicação é mais simples do que parece: tratamos o lugar que dói, mas não o motivo pelo qual ele dói.
O sintoma não é o mesmo que a causa
Uma dor nunca acontece sozinha. Ela costuma ser, ao mesmo tempo, causa e efeito de outros desequilíbrios que se espalham pelo corpo. Quando um ombro vive tenso, por exemplo, talvez o problema comece num apoio diferente dos pés, numa rotação da bacia ou num hábito de respiração. Se eu trato só o ombro, alivio por uns dias — mas a estrutura inteira continua pedindo aquela compensação. E a dor encontra o caminho de volta.
Por que o alívio rápido engana
Recursos que diminuem a dor no momento têm seu valor, e eu uso muitos deles. Mas quando ficamos só nisso, o corpo aprende a conviver com o desequilíbrio em silêncio, até não aguentar mais. É como apagar a luz vermelha do painel sem olhar o motor. O incômodo passa, o desajuste permanece.
O que eu faço diferente
Eu olho o corpo inteiro. Avalio postura, cadeias musculares, articulações, a forma como você se move no dia a dia. A partir disso, escolho entre um arsenal de recursos — Reeducação Postural Global, terapia manual, osteopatia, liberação miofascial, técnicas de reequilíbrio energético — sempre buscando a origem da queixa, e não apenas o ponto dolorido.
Outra parte fundamental é a sua autonomia. Eu oriento movimentos simples para o seu cotidiano, que criam novos caminhos neuromotores e gestos mais harmoniosos. Assim você deixa de alimentar, sem perceber, aquilo que gera a dor.
Se a sua dor insiste em voltar, talvez seja a hora de olhar para ela de outro jeito. Será um prazer conversar com você numa avaliação, presencial aqui em Pinheiros ou online — sem qualquer compromisso. É só me chamar no WhatsApp.